História da borboleta com fotos Parte 2-3 (evolução da ideia)

Esta é uma história que quero contar à minha família, aos amigos distantes, do dia a dia, aos contatos profissionais, aos setores de bolsa de estudo de universidades, às pessoas recém conhecidas, aos italianos, aos holandeses e aos quenianos que fiz amizade, acima de tudo, aqueles que querem saber como a borboleta surgiu e se transformou,  com uma liguagem só, adequada para todos.

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Após o segundo protótipo, deixamos de pagar para os outros fazerem e comecei a procurar meus meios, trabalhei por dois meses numa fábrica de bicicleta para aprender a operar máquinas e fiz um curso de soldagem por eletrodo revestido, após isso contei com ajuda do pessoal do Baja da Poli da USP para fazer as curvas da lateral do 3° protótipo que foi quase todo feito no porão de minha antiga casa na Rua Cônego Manuel Vaz.

Note o uso do nível para o assento e o uso alternativo do macaco que ergue carros

Percebi que as duas peças que compõem a cadeira dobrável que havia colocado sobre a plataforma do protótipo 2 poderiam ser usadas para compôr a própria plataforma (estas peças chamo de traves).

Plataforma grande (as duas traves deitadas)

Descobri que poderia formar um compartimento para cargas com as traves fixadas relativamente na vertical e que sem elas teria uma plataforma pequena, descobri também que seria vantajoso ter um reboque que pudesse ter seu comprimento ajustado.

Compartimento de carga

Plataforma pequena (sem traves) e detalhe para os tudos centrais um dentro do outro para ajuste do comprimento

Um detalhe: em relação ao protótipo #2, foi simplificado o sistema de tração que ficava a disposição do passageiro, apenas uma das rodas passou a ser tracionada, o sistema com “diferencial” foi deixado de lado.

Estes dois protótipos que foram feitos, o de no. 2 e 3, deram uma esperança ao projeto pois passei a ver a borboleta como um reboque útil para carregamento de um passageiro ou cargas, cargas longas com as traves deitadas, curtas (sem as traves) ou soltas, então depositei uma patente chamada “Reboque Dobrável para Bicicleta” e com ajuda de minha prima Roberta e da tia Tétta uma chamada “Foldable bicycle trailer” em terrítório europeu.

Desenho em papel vegetal A3 a ser reduzido.

PAUSA PARA ESTICAR AS PERNAS E TOMAR UM CAFÉ~

Após o 3° protótipo comecei a me apaixonar por simplificar o desenho do reboque, passava dias e noites pensando em como simplificar a borboleta, decidi começar a usar a fixação pelo canote para permitir que fosse facilmente usada como carrinho de mão, e a plataforma mudou também, havendo mais junções com curvas do que com soldas.

4° protótipo:

Família encenando para a foto, ao fundo o banco que inspirou a borboleta

Computador ajuda muito.

O protótipo 5.

Fiz um novo protótipo em que passei a priorizar o transporte de cargas ao de passageiro (a estrutura em X não tem mais enconsto para o passageiro), não é possível mais auxiliar com o pedal, e as rodas pequenas permitiam que cargas largas fossem colocadas sobre a plataforma.

Documento de apresentação do conceito ao concurso ABDC 2010-11 no qual a borboleta foi vencedora, essas rodas pequenas foram substituídas por outras um pouco maiores para facilitar a transposição de obstáculos.

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