Wabi-sabi

Alguns PRINCÍPIOS DE DESIGN foram aplicados à borboleta. Estamos estudando sobre eles. À medida que formos percebendo a presença deles no projeto ou à medida que os formos incorporando os citaremos aqui, transcrevendo como estão escritos nos livros ou nos sites, blogs e explicando como foram aplicados na borboleta e na kipepeo:

Wabi –Sabi

Wabi-sabi é um conceito amplo que se aplica a forma como percebemos a beleza na vida, nas coisas, nas pessoas, na natureza e por fim nas criações do homem sejam num produto ou na arquitetura de uma casa.

Wabi refere à beleza atingida graças a uma sutil imperfeição nas coisas, como um vaso de cerâmica que reflete as nuances do trabalho manual de um homem. E Sabi se refere à beleza que vem com o tempo, como a patina em objetos antigos de madeira, cobre, etc.

Existe uma admiração com mais significação quando um objeto ou ambiente tem mais naturalidade, simplicidade e imperfeições sutis como a natureza é na verdade.

Materiais como madeira requerem do artesão um entendimento de que a madeira nem sempre se comporta de maneira uniforme e nem sempre o acabamento será o mesmo, é algo mais orgânico, não há duas árvores iguais na natureza, e alguns materiais ensinam isso ao artesão e passam essa mensagem quando expostos aos outros.

Wabi-sabi entende a assimetria de formas orgânicas e a perecibilidade de materiais naturais.

Algumas das coisas aprendidas no Quênia foram as vantagens econômicas e sociais do uso da madeira para fazer a kipepeo. Após conhecer esse conceito chamado wabi-sabi entendi que se um carpinteiro fizer com carinho a estrutura e se ela for adequada para as solicitações etc. mesmo não durando tanto quanto o aço ela será bem querida e as pessoas vão admirar o fato de cada peça ter uma textura e cor ligeiramente diferentes.

Quando aprendi a dar atenção as coisas usadas passei a ver beleza na idade e no trabalho manual de um homem que repara as coisas. The things get old, but this is beautiful, isn´t it?

Wabi-sabi

“Objects and environments that embody naturalness, simplicity, and subtle imperfection achieve a deeper, more meaningful aesthetic.

Wabi-sabi is at once a world view, philosophy of life, type of aesthetic, and, by extension, principle of design. The term brings together two distinct Japanese concepts: wabi, which refers to a kind of transcendental beauty achieved through subtle imperfection, such as pottery that reflects its handmade craftsmanship; and sabi, which refers to beauty that comes with time, such as the patina found on aged copper. In the latter part of sixteenth-century Japan, a student of the Way of Tea, Sen no Rikyu, was tasked to tend the garden by his master, Takeno Jo-o. Rikyu cleared the garden of debris and scrupulously raked the grounds. Once the garden was perfectly groomed, he proceeded to shake a cherry tree, causing a few flowers and leaves to fall randomly to the ground. This is wabi-sabi.

In many ways, the primary aesthetic ideals of wabi-sabi – impermanence, imperfection, and incompleteness –  run counter to traditional western aesthetic values. For example, Western values typically revere the symmetry of manufactured forms and the durability of synthetic materials, whereas wabi-sabi favors the asymmetry of organic forms and the perishability of natural materials. Wabi-sabi should not, however, be construed as an unkempt or disorganized aesthetic, a common mistaken association often referred to as wabi-slobby. A defining characteristic of wabi-sabi is that an object or environment appears respected and cared for, as with Rikyu´s garden. The aesthetic is not disordered, but rather naturally ordered – that is, ordered in the way that nature is ordered, drawn of crooked lines and curves instead of straight lines and right angles. With the rise of sustainability movement, Western ideals have begun to evolve toward wabi-sabi, albeit for different reasons. A home interior designed to be wabi-sabi would be clean and minimalist, employ unfinished natural materials such as wood, stone, and metal, and use a pallete of muted natural colors (e.g., browns, greens, grays, and rusts). A home interior designed to be sustainable would also employ many of the same natural materials, but the emphasis would be on their sustainability and recyclability, not their aesthetics. “

Retired from the page 256 of the book: Universal principles of design : a cross-disciplinary reference / William Lidwell, Kritina Holden, and Jill Butler

Talvez a perfeição esteja na imperfeição.

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